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15 de outubro de 2026

bets e varejo

Bets e varejo: o que a proibição pode mudar no consumo brasileiro? 

Bets e varejo passaram a disputar uma parcela relevante do orçamento dos consumidores brasileiros nos últimos anos. Com a proibição das apostas de quota fixa no mercado legal, anunciada pela Medida Provisória nº 1.394, de 25 de setembro de 2026, surge uma nova questão para o comércio: para onde pode ir o dinheiro que antes era destinado às apostas?  Em 2025, as plataformas de apostas autorizadas no país receberam R$220,6 bilhões em depósitos, segundo dados do Ministério da Fazenda obtidos pela imprensa. Desse total, R$36,9 bilhões corresponderam ao saldo negativo dos apostadores e à receita das casas, enquanto R$183,7 bilhões foram destinados ao pagamento de prêmios e bônus sacáveis. Agora, a dinâmica desse mercado mudou. A Medida Provisória nº 1.394, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A medida está em tramitação no Congresso, portanto o cenário regulatório ainda pode sofrer alterações. A mudança levanta uma questão para o varejo: para onde pode ir o dinheiro que antes era destinado às apostas? As bets passaram a disputar o orçamento do consumidor O crescimento das apostas aconteceu em um momento no qual as famílias também enfrentam juros elevados, endividamento e maior seletividade nas compras. Segundo a CNC, entre janeiro de 2023 e março de 2026, a inadimplência associada às bets teria retirado R$143 bilhões do comércio varejista. A estimativa considera o impacto das apostas sobre a capacidade de pagamento das famílias e não significa que esse valor tenha sido transferido diretamente das lojas para as plataformas. A avaliação também é contestada pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, que considera a interpretação da CNC alarmista. O tamanho do mercado ajuda a dimensionar essa disputa. Em 2025, 25,2 milhões de CPFs únicos fizeram apostas nas plataformas autorizadas, enquanto o mercado regulado registrou cerca de R$36,9 bilhões em GGR, indicador que representa a receita bruta dos operadores depois do pagamento dos prêmios. Isso coloca as bets dentro de uma discussão maior sobre comportamento de consumo: quando uma parcela da renda é destinada a uma categoria, ela deixa de estar disponível para outras decisões naquele momento. O varejo também enfrenta um consumidor mais seletivo A mudança no mercado de apostas acontece enquanto o varejo atravessa um período de retração real. O Índice Cielo do Varejo Ampliado registrou queda de 2% em termos reais em agosto de 2026, na comparação com agosto do ano anterior. Foi o 15º mês consecutivo de retração real e o pior resultado para agosto desde 2020. O comércio eletrônico apresentou comportamento diferente no mesmo período. Segundo a Cielo, as vendas do e-commerce cresceram 5,1% em termos nominais, enquanto o varejo físico avançou 1,2%. Como as métricas nominais e reais são diferentes, os números não devem ser comparados diretamente como se medissem o mesmo indicador, mas ajudam a mostrar que os canais digitais continuam relevantes na disputa pela renda do consumidor. Nesse cenário, qualquer mudança na distribuição do orçamento das famílias merece atenção. A questão, porém, não é simplesmente quanto dinheiro pode deixar de ir para as bets. É como esse recurso será utilizado depois. A proibição das bets significa mais dinheiro para o varejo? Não necessariamente. Uma parte dos recursos pode voltar ao consumo de bens e serviços, já outra pode ser utilizada para quitar dívidas, recompor reservas financeiras ou atender despesas essenciais. Também existe a possibilidade de migração de apostadores para plataformas ilegais. Uma análise publicada pelo UOL aponta esses diferentes caminhos e destaca que a recuperação do consumo, caso aconteça, tende a depender da situação financeira das famílias. Isso significa que o varejo não deve tratar a mudança como uma receita adicional garantida. A oportunidade está em acompanhar para onde o comportamento do consumidor está se deslocando. Para onde pode ir o dinheiro que antes era destinado às apostas? A resposta pode aparecer em diferentes categorias do orçamento familiar. Pagamento de dívidas Famílias que comprometeram parte da renda com apostas podem priorizar a reorganização financeira. Nesse caso, o efeito sobre o consumo pode aparecer primeiro na redução da inadimplência, e não necessariamente em novas compras. Despesas essenciais Alimentação, saúde, transporte e contas domésticas podem absorver parte do dinheiro disponível. Para essas categorias, uma mudança no orçamento pode aparecer mais rapidamente. Consumo de bens e serviços Outra parcela pode ser direcionada para roupas, eletrônicos, produtos para casa, lazer, alimentação fora do lar e outros itens de consumo discricionário. Poupança e reserva financeira Também existe a possibilidade de o consumidor simplesmente deixar de gastar aquele dinheiro e direcioná-lo para uma reserva ou outra forma de organização financeira. Mercado ilegal A proibição do mercado legal também não elimina automaticamente a demanda por apostas. Existe o risco de migração para operadores clandestinos, o que reduziria o eventual efeito sobre o consumo formal. Por isso, não existe hoje uma proporção definida capaz de indicar quanto da renda antes destinada às bets será transformada em vendas no varejo. O que o varejo deve acompanhar? Mais do que esperar um aumento generalizado nas vendas, os varejistas podem observar mudanças concretas no comportamento de seus clientes. Esses indicadores ajudam a separar uma mudança real no comportamento de consumo de uma expectativa baseada apenas no tamanho do mercado de apostas. Uma nova disputa pelo orçamento do consumidor A saída das bets do mercado legal altera a composição da disputa pela renda disponível, mas não elimina a necessidade de o varejo conquistar esse consumidor. O cenário continua exigindo competitividade em preço, sortimento, experiência e conveniência. A diferença é que algumas categorias podem passar a disputar uma parcela do orçamento que antes estava comprometida com apostas. Para o e-commerce, essa disputa acontece em um ambiente no qual a conveniência da compra digital já faz parte do comportamento de milhões de consumidores. Por isso, o varejista precisa observar não apenas quanto o consumidor está gastando, mas onde, com que frequência e em quais condições está escolhendo comprar. Mais demanda também exige uma operação preparada Se parte da renda voltar ao consumo e gerar aumento de pedidos em determinadas categorias, o

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Quanto custa manter um carro por mês? Guia do entregador

Saber exatamente quanto custa manter um carro por mês te ajuda a planejar os ganhos sem passar aperto no final do mês, trabalhar com transporte exige contas na ponta do lápis para evitar que os custos devorem o seu lucro líquido diário, consequentemente, entender a divisão entre despesas fixas e variáveis garante decisões muito mais inteligentes na escolha da sua ferramenta de trabalho. O cálculo do imposto estadual utiliza as cotações fornecidas pelos dados oficiais da Tabela FIPE multiplicadas pela alíquota da sua região, para não sofrer com o valor total cobrado nos meses de janeiro, divida essa quantia em doze partes iguais dentro da sua reserva, dessa maneira, você acumula a quantia necessária mês a mês sem precisar recorrer a empréstimos de emergência no início do ano. Despesas variáveis que impactam o seu bolso Por outro lado, as despesas variáveis sobem diretamente conforme o volume de entregas que você realiza na semana, o combustível lidera essa lista e exige atenção constante na hora de escolher entre abastecer com etanol ou gasolina no posto, portanto, para descobrir se o álcool compensa na bomba, multiplique o valor da gasolina por 0,7 e compare com o preço do combustível derivado da cana. A manutenção preventiva regular evita que pequenas falhas gerem prejuízos pesados em oficinas mecânicas durante o expediente, fazer o alinhamento, balanceamento e a troca de óleo nos prazos recomendados pela fabricante prolonga a vida útil dos componentes do motor, do mesmo modo, confira as nossas dicas de Como evitar estornos na Eu Entrego para reduzir o impacto financeiro no final do mês.. Além dos custos com peças, considere os pequenos gastos diários com pedágios, lavagens rápidas e eventuais taxas de estacionamento, deixar uma reserva financeira separada para cobrir imprevistos como furos nos pneus garante tranquilidade contra paradas não planejadas, sendo assim, você evita paralisações longas no seu fluxo de trabalho e mantém o foco total no faturamento do mês. Planejamento e organização para aumentar seus lucros Controlar todos esses valores em uma planilha simples permite identificar exatamente o seu custo real por quilômetro rodado e manter a manutenção atualizada também reduz o risco de multas de trânsito por trafegar com lâmpadas queimadas ou pneus carecas, dirigir de forma suave nas arrancadas diminui a necessidade de frenagens bruscas, economizando pastilhas e amortecedores, portanto, a prevenção constante continua sendo o caminho mais curto para garantir dinheiro sobrando no seu orçamento familiar. Organizar as finanças do veículo transforma o seu automóvel em uma fonte sustentável de renda todos os dias, acompanhe os seus gastos, faça revisões periódicas e mantenha a sua ferramenta de trabalho sempre pronta para a rodagem.

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