Tentativa de entrega não efetuada: como reduzir devoluções e melhorar a experiência do cliente

Quando uma tentativa de entrega não é efetuada, o pedido entra em uma etapa crítica da jornada logística. A encomenda já saiu do estoque, passou pelo transporte e chegou ao destino previsto, mas algum fator impediu a conclusão. A partir desse momento, uma ocorrência que parecia pontual pode gerar uma nova tentativa, mais deslocamentos, custos adicionais e até a devolução do pedido ao remetente.

Esse cenário é especialmente relevante na última milha, etapa que concentra desafios como a ausência do destinatário, endereços incompletos, restrições de acesso e imprevistos no trajeto. Segundo a Comissão Europeia, um estudo da Copenhagen Economics estima que 17,3% das entregas domiciliares falham na primeira tentativa porque o destinatário não está em casa. Portanto, lidar com essas ocorrências faz parte da construção de uma operação mais eficiente.

Por outro lado, uma falha não precisa representar o fim da jornada. Com informação sobre a ocorrência, comunicação adequada e alternativas para recuperar a entrega, o e-commerce pode aumentar as chances de conclusão do pedido. Nesse contexto, a reentrega aparece como uma nova oportunidade para manter a encomenda em movimento e evitar uma devolução que poderia ser evitada.

O que significa tentativa de entrega não efetuada?

Uma tentativa de entrega não efetuada acontece quando o pedido chega à etapa final do transporte, mas não pode ser entregue ao destinatário no endereço informado. A causa pode estar relacionada tanto ao consumidor quanto às condições encontradas no local ou a acontecimentos que interferiram na operação.

A ausência do destinatário é um dos exemplos mais conhecidos, principalmente nas entregas residenciais. No entanto, ela está longe de ser a única possibilidade. Endereço incorreto, falta de complemento, portaria sem autorização para receber encomendas, restrições de circulação e ocorrências no trajeto também podem impedir a conclusão.

Por isso, identificar o motivo da falha é importante antes de definir o próximo passo. Uma nova tentativa pode resolver uma ausência pontual, enquanto um endereço incorreto exige outra tratativa. Da mesma forma, uma restrição de acesso pode tornar mais adequado direcionar a encomenda para uma alternativa de recebimento.

Por que uma tentativa de entrega pode falhar?

As causas de uma entrega não realizada variam conforme o perfil do endereço, o comportamento do destinatário e as condições da operação. Entre os principais motivos, estão:

  • Ausência do destinatário: não há ninguém disponível para receber a encomenda no momento da chegada.
  • Endereço incorreto ou incompleto: faltam informações como número, complemento, bloco, apartamento ou referência.
  • Restrições de acesso: condomínios, empresas, áreas industriais e outros locais podem ter regras específicas para entrada e recebimento.
  • Imprevistos operacionais: trânsito, acidentes, bloqueios, problemas mecânicos e outras ocorrências podem interferir no trajeto.
  • Condições externas: chuvas intensas, alagamentos ou outras situações podem comprometer o acesso ao endereço.

Cada causa exige uma resposta diferente. Afinal, repetir exatamente a mesma tentativa sem considerar o motivo da ocorrência pode apenas reproduzir o problema. Um estudo publicado na revista Sustainability aponta que entregas que falham na primeira tentativa apresentam maior probabilidade de falhar novamente em tentativas posteriores, com taxas entre 50% e 80%.

Assim, a reentrega precisa estar associada à compreensão da ocorrência. A operação deve avaliar o que impediu a conclusão e, a partir disso, definir a alternativa com maior possibilidade de sucesso.

O que acontece depois de uma tentativa de entrega não efetuada?

Depois de uma tentativa de entrega não efetuada, o pedido pode seguir diferentes caminhos, conforme as regras da operação, a causa da ocorrência e as possibilidades disponíveis para aquele endereço. Uma nova tentativa é uma das alternativas, mas não necessariamente a única.

Quando a falha aconteceu porque o destinatário estava ausente, por exemplo, uma segunda tentativa em outro horário pode aumentar a possibilidade de conclusão. Já quando existe um problema no endereço, é necessário corrigir ou validar as informações antes de encaminhar novamente a encomenda.

Em determinadas operações, também podem existir alternativas como redirecionamento para outro endereço elegível ou retirada em um ponto de atendimento. Essas opções ampliam as possibilidades de conclusão e podem evitar que toda ocorrência resulte em retorno ao remetente.

O ponto central é que a falha precisa ser tratada como uma ocorrência dentro da jornada, e não como um encerramento automático da entrega. Quanto mais rapidamente a operação identifica o problema e define o próximo passo, maior é a possibilidade de preservar o pedido e a experiência do consumidor.

Como a falha na entrega impacta o e-commerce?

Uma falha na entrega afeta o e-commerce porque acontece depois que uma série de etapas já foi concluída. O pedido foi vendido, separado, expedido e transportado, mas a última etapa não chegou ao resultado esperado. A partir daí, a empresa pode precisar reorganizar recursos para realizar uma nova tentativa ou tratar a devolução.

Cada tentativa adicional pode representar mais tempo de operação, ocupação de capacidade e deslocamento. O estudo “Urban Freight Transport: A Review of the Literature and the Case of Belo Horizonte, Brazil” sobre entregas de e-commerce aplicado a capital mineira, publicado na Sustainability, demonstra a complexidade desse cenário ao considerar situações em que um mesmo pacote pode demandar até três tentativas de entrega.

Em períodos de maior volume, o impacto pode ser ainda mais perceptível. Durante a Black Friday de 2025, por exemplo, o Procon-SP registrou 2.979 reclamações formalizadas na plataforma Procon-SP Digital. Entre os principais problemas relatados, a não entrega ou entrega com atraso respondeu por 31,62% das queixas.

Além do custo operacional, existe o impacto sobre a percepção da marca. Quando o consumidor não recebe o pedido no prazo esperado, precisa acompanhar uma nova tentativa ou não sabe qual será o próximo passo, a experiência pós-compra se torna mais incerta. Por isso, reduzir falhas e tratar rapidamente as ocorrências também contribui para preservar confiança e relacionamento.

Como reduzir devoluções após uma entrega não realizada?

Reduzir devoluções exige atuar antes que uma falha se transforme em retorno ao remetente. Para isso, a operação pode combinar prevenção, identificação da ocorrência, comunicação e alternativas de entrega. O objetivo é criar condições para que o pedido continue sua jornada mesmo quando a primeira tentativa não foi concluída.

A prevenção começa antes da saída da encomenda, com dados corretos e completos no momento da compra. Informações de endereço, complemento e contato precisam estar disponíveis para reduzir problemas que poderiam ser evitados ainda no cadastro.

Depois da ocorrência, a informação também passa a ter papel central. O rastreamento permite acompanhar a evolução do pedido e entender quando houve uma interrupção na jornada. Além disso, uma comunicação clara ajuda o consumidor a saber o que aconteceu e quais são as próximas possibilidades.

Outra medida é oferecer flexibilidade quando a entrega residencial não é viável. Pontos de retirada e alternativas de redirecionamento podem criar novas possibilidades de conclusão sem exigir que a encomenda retorne imediatamente ao remetente.

O estudo da USP, “Modelagem e simulação para análise da utilização de pontos de coleta na distribuição urbana de comércio eletrônico: o caso de São Paulo”,  mostra que esse modelo pode contribuir para a eficiência operacional ao permitir a consolidação de entregas, melhorar a ocupação dos veículos e reduzir distâncias percorridas. Dessa forma, alternativas à entrega porta a porta podem ter impacto tanto na operação quanto na experiência do cliente.

Qual o papel da reentrega na experiência do cliente?

A reentrega funciona como uma nova oportunidade para concluir o pedido depois que a primeira tentativa não foi bem-sucedida. Em vez de transformar imediatamente a ocorrência em devolução, a operação pode avaliar a causa e definir uma nova abordagem para aumentar a chance de recebimento.

Essa estratégia é especialmente relevante quando a falha ocorreu por ausência do destinatário. Se o pedido continua elegível para uma nova tentativa, a empresa consegue preservar a venda e evitar que o consumidor precise passar novamente por todo o processo de compra.

No entanto, reentregar não significa simplesmente repetir a rota. A nova tentativa precisa considerar as informações disponíveis sobre a ocorrência. Se o endereço estava incompleto, é necessário corrigir o dado. Se houve uma restrição de acesso, pode ser necessário encontrar outra alternativa. Se o destinatário não estava disponível, a comunicação pode ajudar a tornar o próximo recebimento mais previsível.

Além disso, o consumidor precisa ter visibilidade sobre o que aconteceu. Atualizações claras sobre o status do pedido reduzem incertezas e ajudam a orientar a próxima etapa. Assim, a reentrega passa a fazer parte de uma estratégia para preservar a jornada de compra.

Como a tecnologia ajuda a reduzir falhas na última milha?

A tecnologia pode apoiar diferentes momentos do tratamento de uma entrega não realizada. Dados de rastreamento, informações sobre a ocorrência e visibilidade da jornada ajudam a identificar o que aconteceu e dão mais elementos para definir a continuidade da operação.

Esse acompanhamento também favorece uma comunicação mais precisa. Em vez de deixar o consumidor sem informação após uma tentativa frustrada, a empresa consegue apresentar o status do pedido e orientar sobre os próximos passos. Dessa forma, a visibilidade reduz parte da incerteza criada pela falha.

Para a operação, os dados também ajudam a identificar padrões. Se determinados endereços, regiões, horários ou tipos de ocorrência apresentam recorrência, essas informações podem contribuir para decisões futuras e para o planejamento da última milha.

O resultado é uma operação mais preparada para lidar com exceções. Afinal, uma entrega eficiente não depende apenas de acertar a primeira tentativa, mas também da capacidade de responder quando algo sai do previsto.

Como a Eu Entrego apoia uma última milha mais eficiente?

Na Eu Entrego, a operação de última milha combina capilaridade e tecnologia proprietária para acompanhar diferentes etapas da jornada de entrega. Nesse contexto, lidar com ocorrências e criar alternativas para manter o pedido em movimento faz parte do desafio de oferecer uma experiência mais eficiente para empresas e consumidores.

A tecnologia proprietária da Eu Entrego inclui recursos que ampliam a visibilidade da operação, enquanto a estrutura de entregas permite atender diferentes perfis de demanda e regiões. Essa combinação contribui para que as ocorrências da última milha sejam tratadas com mais informação e flexibilidade.

Quando uma tentativa de entrega não é efetuada, o objetivo não deve ser simplesmente encerrar o fluxo. É preciso entender a causa, acompanhar a situação e avaliar as possibilidades disponíveis para aumentar a chance de conclusão. Assim, a operação consegue reduzir retrabalho e evitar que uma falha pontual se transforme em uma devolução.

No e-commerce, cada entrega concluída representa mais do que um pedido que chegou ao destino. Ela encerra uma experiência iniciada no momento da compra. Por isso, trabalhar para reduzir falhas, ampliar as possibilidades de reentrega e dar visibilidade ao consumidor é parte importante da construção de uma última milha mais eficiente.

Transforme ocorrências em novas oportunidades de entrega

Uma tentativa de entrega não efetuada não precisa determinar o fim da jornada. Quando a operação identifica a causa da ocorrência, comunica o consumidor e encontra alternativas adequadas para a continuidade do pedido, aumentam as possibilidades de concluir a entrega antes da devolução.

Para o e-commerce, essa capacidade representa mais controle sobre uma etapa que influencia custos, prazos e percepção de valor. Para o consumidor, significa ter mais clareza sobre o pedido e mais possibilidades para recebê-lo.

Com uma operação de última milha estruturada e apoiada por tecnologia proprietária, a Eu Entrego ajuda empresas a lidar com os desafios da jornada de entrega de forma mais eficiente e conectada às necessidades do consumidor.

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