A cultura sul-coreana deixou de ocupar apenas as telas e os palcos. K-pop, doramas, skincare, gastronomia, moda e outros elementos da chamada “Hallyu” passaram a influenciar hábitos, interesses e decisões de compra de consumidores brasileiros.
Uma pesquisa da Serasa, realizada em parceria com o Instituto Opinion Box e com apoio do Centro Cultural Coreano no Brasil, mostra a dimensão desse movimento: 76% dos brasileiros têm interesse ou curiosidade pelo universo coreano. Entre eles, 29% compram produtos relacionados à cultura sul-coreana pelo menos uma vez por mês, enquanto outros 21% fazem esse tipo de compra a cada dois ou três meses.
Os números mostram que o interesse pela Coreia do Sul já ultrapassou o entretenimento e chegou ao consumo. Mas o que está por trás dessa mudança e quais oportunidades ela cria para o e-commerce brasileiro?
O que é Hallyu e por que ela influencia o consumo?
Hallyu é o termo utilizado para descrever a expansão internacional da cultura sul-coreana. O movimento ganhou força com a popularização de produções audiovisuais, música, gastronomia e produtos de beleza do país.
No Brasil, esse interesse aparece em diferentes comportamentos. Segundo a pesquisa da Serasa, 47% dos entrevistados passaram a pesquisar mais sobre a Coreia do Sul e experimentar novos alimentos, enquanto 44% afirmam consumir mais produtos relacionados ao país. Outros 41% passaram a estudar o idioma e 36% conheceram novas marcas.
A relação com o consumo acontece nesse processo. Uma pessoa pode começar acompanhando um grupo de K-pop ou uma série e, a partir desse contato, pesquisar um produto, descobrir uma marca e chegar até uma compra online.
Quais produtos ligados à cultura coreana estão ganhando espaço?
A influência sul-coreana não está concentrada em uma única categoria. Ela aparece em produtos e experiências relacionados a diferentes interesses do público. Na pesquisa, a gastronomia aparece como o principal tipo de gasto ligado à cultura coreana, com 30%, seguida por cursos e K-pop, ambos com 25%. K-dramas representam 22%, enquanto eventos culturais aparecem com 21%.
Também há espaço para skincare, produtos colecionáveis, moda, papelaria, alimentos, livros e itens relacionados a fandoms. Essa variedade mostra como uma tendência cultural pode gerar oportunidades para diferentes segmentos do varejo.
K-beauty é um exemplo desse movimento
O mercado de beleza ajuda a visualizar como o interesse cultural pode se transformar em demanda por produtos físicos. Dados da Circana mostram que as marcas de K-beauty passaram de 0,5% para mais de 7% de participação nas vendas de skincare no Brasil até maio de 2026. O número de marcas coreanas comercializadas no país também passou de 28, em 2023, para mais de 40 em 2026.
O avanço indica que produtos inicialmente associados a um público mais específico estão conquistando espaço no varejo brasileiro.
Como as redes sociais aceleram essa jornada de consumo?
A descoberta de novos produtos acontece cada vez mais fora dos canais tradicionais de publicidade. Vídeos curtos, avaliações, tutoriais, unboxings e recomendações de criadores ajudam a transformar uma tendência em interesse de compra. Esse comportamento é especialmente relevante para produtos ligados à cultura coreana, que têm forte presença visual e circulam entre comunidades com interesses específicos.
Um levantamento da Influency.me com a Opinion Box aponta que beleza e cuidados pessoais são as categorias mais compradas por recomendação de influenciadores, com 39%, seguidas por moda e acessórios, com 32%.
A dinâmica ajuda a explicar como um produto pode ganhar visibilidade rapidamente. Uma recomendação chega ao consumidor, desperta curiosidade, gera pesquisas e pode terminar em uma compra pelo e-commerce.
O que essa tendência representa para o e-commerce?
O avanço da Hallyu mostra como mudanças culturais podem criar novas oportunidades de consumo. Para o varejo, acompanhar esses movimentos significa observar não apenas o que as pessoas estão comprando, mas também quais categorias estão ganhando interesse e como essas descobertas acontecem.
Esse acompanhamento pode ajudar empresas a identificar novos públicos, testar categorias e ajustar seus estoques de acordo com mudanças no comportamento de compra. O contexto do próprio e-commerce favorece esse movimento. Segundo uma projeção da Abiacom, o varejo online brasileiro deve alcançar R$259 bilhões em faturamento em 2026.
Em um mercado desse tamanho, tendências culturais podem contribuir para movimentar categorias específicas e criar novas oportunidades para marcas que acompanham o comportamento do consumidor.
Quando a tendência vira pedido, a operação precisa acompanhar
O impacto de uma tendência não termina no momento da compra. Quando o interesse aumenta e mais consumidores passam a buscar determinados produtos, o crescimento também chega ao estoque, à expedição e à entrega.
Para o varejista, isso significa estar preparado para lidar com possíveis aumentos de demanda, novos perfis de pedidos e períodos de maior concentração de vendas.
Nesse cenário, a logística de última milha também precisa acompanhar o ritmo do e-commerce. Uma operação preparada ajuda a transformar o aumento da procura em pedidos entregues dentro do prazo e contribui para manter a experiência do consumidor durante toda a jornada.
A Eu Entrego atua como operadora de última milha, apoiando varejistas na realização das entregas ao consumidor final. Com uma operação preparada para diferentes volumes de pedidos, a empresa ajuda marcas a acompanhar o crescimento da demanda sem deixar que a etapa final da compra se torne um gargalo.
A expansão da cultura sul-coreana mostra que novas oportunidades de consumo podem surgir a partir de diferentes lugares. Para o e-commerce, acompanhar essas mudanças é uma forma de entender melhor o consumidor e preparar a operação para quando uma tendência deixar de ser apenas assunto nas redes sociais e chegar ao carrinho de compras.
A demanda muda, e a operação precisa acompanhar
Quer entender como preparar sua operação para acompanhar o crescimento das vendas? Conheça a Eu Entrego e descubra nossas soluções para a última milha.




